domingo, 25 de novembro de 2007

Vou à missa aos domingos, porquê?

Para responder a esta pergunta, preciso de ter em conta toda a minha vida, a educação e o testemunho da minha família, a formação catequética e académica que fui adquirindo durante a vida e as leituras que foi fazendo nos meus tempos de lazer, de pesquisa e de formação permanente.
Vou à missa aos domingos por obrigação ou porque a Igreja assim o “preceitua”? Vou à missa porque acredito. Poderia ir à missa por rotina, porque sempre foi assim (domingo, dia do Senhor), não esquecendo os “dias santos de guarda”.
Quero deixar bem claro que vou à missa aos domingos por necessidade. Sim, por necessidade de rezar em comunidade, porque todos os dias faço a minha oração pessoal. Vou à missa aos domingos, porque tenho necessidade de rezar em comunidade, com as pessoas que conheço e também com aquelas que desconheço, ou que nunca as tenha visto ou cruzado na minha vida. Vou à missa para, com os outros, partilhar um momento de oração, de acção de graças que é toda a celebração da Eucaristia.
Vou à missa porque gosto, ninguém me obriga, a não ser uma necessidade interna: necessidade de ir à missa.
Também quero dizer que vou à missa para, em comunidade, contemplar e fazer uma experiência de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, para agradecer tudo, a vida, o facto de ser e de estar vivo, a capacidade de fazer opções, apesar das minhas misérias humanas.
Mas, algumas crianças também me fazem esta pergunta: ir à missa, para quê? Bem, tenho que dar uma resposta simples, clara e compreensível. Dentro das minhas limitações, lá tento dar uma resposta.
Começo por lhes dizer que a missa é um acto de amor, de um amor como aquele que existe entre os pais e os filhos. O amor é algo que existe, ou seja, tem vida. Ora, tudo o que tem vida precisa de se cuidar e de se dar atenção. Há que cuidar da vida e também do amor.
Se temos plantas em casa, temos de cuidar delas, regando-as, adubando-as, para que estejam sempre bonitas e possam dar flores ou frutos. Se temos animais, temos de os estimar, alimentar e cuidar da sua saúde. Temos pessoas que gostamos muito. Devemos também cuidar deste amor, porque ele está vivo e vive porque estamos vivos (vive em nós e nos outros).
Assim, vamos à missa, porque amamos Deus, nosso Pai, que nos ama, e porque somos seus filhos também nos amamos uns aos outros, conhecidos e desconhecidos. Este amor tem de ser cuidado, alimentado, para crescer e dar fruto. Se este sentimento está gravado no meu íntimo, a missa ao domingo terá outro sabor.

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