domingo, 27 de abril de 2008

Bento XVI nos EUA: algumas "pinceladas"

Discurso na Casa Branca
«Venho como amigo e anunciador do Evangelho, como alguém que tem grande respeito por esta vasta sociedade pluralista».

«Confio em que os americanos encontrem nas suas crenças religiosas uma fonte preciosa de discernimento e uma inspiração para procurar um diálogo razoável, responsável e respeitoso no esforço por edificar uma sociedade mais humana e mais livre».

«A liberdade é não só um dom, é também um apelo à responsabilidade pessoal. A defesa da liberdade é um apelo a cultivar a virtude, a autodisciplina, o sacrifício pelo bem comum e um sentido de responsabilidade perante os menos favorecidos. Além disso, exige a coragem do empenho na vida civil, levando as próprias crenças religiosas e os valores mais profundos a um debate público razoável».

Encontro com os bispos em Washington
Cristo, o centro
«As pessoas necessitam que se lhes recorde qual é o fim último da sua vida. Sem Deus, as nossas vidas encontram-se realmente vazias. A meta de toda a nossa actividade pastoral e catequética, o objecto da nossa pregação, o âmago do nosso ministério sacramental há-de ser ajudar as pessoas a estabelecerem e a alimentarem essa relação vital com "Jesus Cristo nossa esperança"».

A vida matrimonial
«Um tema de profunda preocupação é a situação da família na sociedade. O divórcio e a infidelidade estão a aumentar e muitos jovens, homens e mulheres, decidem atrasar o casamento ou mesmo evitá-lo completamente».

«É vosso dever proclamar com fortaleza os argumentos de fé e de razão que faz da instituição do matrimónio um compromisso para a vida entre um homem e uma mulher, aberto à transmissão da vida. Esta mensagem deveria ressoar junto das pessoas de hoje, já que é essencialmente um "sim" incondicional e sem reservas à vida, um "sim" ao amor e um "sim" às aspirações do coração da nossa comum humanidade, ao mesmo tempo que nos esforçamos por realizar o nosso profundo desejo de intimidade com os outros e com o Senhor».

Oração
«Temos de redescobrir a alegria de viver uma existência centrada em Cristo, cultivando as virtudes e submergindo na oração. O tempo passado na oração nunca é desperdiçado, por muito importantes que sejam os deveres que nos solicitam de todos os lados».

O abandono da prática religiosa
«A salvação - a libertação da realidade do mal e o dom de uma vida nova e livre em Cristo - está no próprio âmago do Evangelho. Temos de redescobrir, como já disse, modos novos e atractivos para proclamar esta mensagem. Na liturgia da Igreja e sobretudo no sacramento da Eucaristia, é onde se manifestam estas realidades de maneira mais poderosa e se vivem na existência dos crentes; quiçá tenhamos ainda muito que fazer para realizar a visão do Concílio sobre a liturgia como exercício do sacerdócio comum e como impulso para um apostolado frutuoso no mundo».

Escassez de vocações
«A própria oração, nascida nas famílias católicas, fomentada por programas de formação cristã, reforçada pela graça dos sacramentos, é o meio principal pelo qual chegamos a conhecer a vontade de Deus para a nossa vida».

Sem comentários: