sábado, 10 de abril de 2010

Comunidade é a base para uma boa catequese

O Encontro Nacional de Catequese, que teve lugar no Funchal - Madeira, entre 5 e 8 de Abril, organizado pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, contou com a presença de cerca de 50 participantes de todo o país e reflectiu sobre temas como os manuais de catequese e seus conteúdos bem como a grande riqueza de itinerário catequético de 10 anos.
Cristina Sá Carvalho, psicóloga e directora do Departamento Nacional de Catequese, em entrevista à Agência Ecclesia afirmava que “é necessário distinguir a catequese de infância e da adolescência, além dos objectivos, a faixa etária dos adolescentes exige um tipo de trabalho diferenciado”. A reflexão mais recente que tem vindo a ser feita advém do feedback das paróquias que, muitas vezes sentem a urgência de saltar dos materiais e procurarem novos espaços de fazer catequese, tirando-lhe a carga negativa de uma hora semanal rotineira. Outro dos aspectos é o “lugar privilegiado da catequese, a comunidade de fé. Mas esta comunidade tem de fazer um caminho de amadurecimento e de modelo e abrir-se aos adolescentes, vendo-os de forma positiva”, declara a directora. “Também os párocos podem ser uma importante alavanca para os adolescentes e surge a necessidade de estarem presentes, de se formarem e de compreenderem os adolescentes mesmo quando eles andam confusos”, acrescentava.
Outra questão que saltou para as conclusões deste encontro foi a necessidade de formação dos catequistas, sendo estes os principais meios para chegar aos adolescentes.
Uma inovação que tem “surtido efeito ao nível internacional é o regresso das catequeses bíblicas, uma catequeses mais narrativas, que, através da bíblia e da sua abordagem das mais diversas formas, cativam a sensibilidade dos adolescentes”, afirmava Cristina Sá Carvalho.
O último ponto que foi abordado no encontro trata da necessidade de reencontrar a liturgia com a pastoral da adolescência para que seja respeitada a tradição mas também o conteúdo seja reportado a esta faixa etária, tornando-se uma forma de aproximação à Igreja.

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