segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PONTE DE LIMA RECEBE DIA DE ESPIRITUALIDADE

Vai realizar-se, no próximo dia 1 de Dezembro, um Dia de Espiritualidade, no Centro Paroquial da Correlhã, do Arciprestado de Ponte de Lima.
Este encontro será orientado pelo Padre Dr. Jorge Alves Barbosa, terá início às 10 horas e terminará pelas 16.30 horas.
Os interessados deverão efectuar a respectiva inscrição junto do Secretariado Diocesano de Catequese através do endereço electrónico
sdecviana@hotmail.com ou pelo telefone 258 824 567 ou no próprio dia.

domingo, 27 de novembro de 2011

CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO: ENTREGA DE CERTIFICADOS

No próximo dia 11 de Dezembro, 28 catequistas receberão das mãos de D. Anacleto Oliveira, Bispo de Viana do Castelo, o certificado de participação no Curso de Iniciação. A celebração terá lugar na Igreja Paroquial de Castelo de Neiva, às 10h30.

Após vários encontros, 28 catequistas das paróquias de Alvarães, Areosa, Brandara, Cardielos, Castelo de Neiva, Chafé, Meadela, Monserrate, Nossa Senhora de Fátima, Santa Maria do Geraz do Lima e Senhor do Socorro, dos arciprestados de Viana do Castelo e Ponte de Lima, farão o seu compromisso e receberão o certificado de participação e aproveitamento.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CATEQUESE FAMILIAR: UMA PROPOSTA

«A catequese familiar, portanto, precede,
acompanha e enriquece todas as outras formas de catequese» 1


A família lugar da comunicação da fé, tantas vezes marginalizada por uma tradição que «delegou» noutros a educação da fé, deve retomar o seu papel insubstituível e transformar-se naquele lugar privilegiado – qual «Igreja doméstica» –, onde os pais honram a sua condição de «primeiros catequistas». O caminho não é fácil, mas já vão surgindo algumas experiências de Catequese Familiar (CF) como passos dados na valorização da rica virtualidade da família como lugar de educação da fé.
Este modelo de CF permite um salto qualitativo, apontando uma nova perspectiva pastoral, onde o centro da atenção passa dos filhos para os pais, onde se percebe que os pais não estão somente para ajudar os filhos na sua iniciação cristã, mas sentem necessidade de amadurecer e aprofundar a sua própria fé. Não é somente uma proposta para os adultos colaborarem na pastoral das crianças, mas um verdadeiro processo de Catequese de Adultos, na convicção que esta garante, ao mesmo tempo, uma melhor eficácia no processo da iniciação cristã dos filhos. São inúmeras as experiências e modelos deste tipo de catequese, porém, procuraremos propor para a catequese da infância a «forma fundamental que é a catequese “familiar”, isto é, a catequese dos pais aos seus próprios filhos»2. Porque «a catequese familiar precede, acompanha e enriquece as outras formas de ensinamento da fé. Os pais têm a missão de ensinar os filhos a rezar e a descobrir a sua vocação de filhos de Deus. A paróquia é a comunidade eucarística e o coração da vida litúrgica das famílias cristãs; é o lugar privilegiado da catequese dos filhos e dos pais»3.

Por ocasião da preparação para os Sacramentos
O caminho apontado pelo Papa João Paulo II para a Igreja formar os seus filhos é a Catequese Familiar, porque a futura evangelização depende, em grande parte, da Igreja doméstica4 que é o lugar privilegiado para a formação da pessoa. Neste sentido, não se pode dar por adquirida a fé dos pais. A proposta de CF torna possível realizar em família uma catequese mais sistemática e específica de iniciação cristã segundo um programa já estabelecido e em conjunto com a paróquia. Desta forma, poderá transformar-se naquela vivência capaz de dar entusiasmo e força à catequese paroquial que, voltada para a infância, vive uma sensação de ineficácia, dada a falta do suporte familiar.
Partindo da importância que alguns pais dão, ainda, à Primeira Comunhão de seus filhos, torna-se urgente aproveitar essa circunstância para proporcionar a pais e filhos um período de formação cristã intensiva. Os pais, na sua maioria, apresentam os filhos para se prepararem para os sacramentos, porém nós pretendemos mais: um caminho de iniciação cristã. Neste sentido, a nossa proposta é começar por acompanhar os pais, juntamente com os filhos, do primeiro ao terceiro anos de catequese, primeira etapa da iniciação cristã, que termina com a celebração da Eucaristia.
Tendo em conta a diversidade de famílias, devemos considerar que esta escolha ou proposta não é exclusiva e não dispensa uma variedade de propostas segundo as situações concretas.

Estruturada em quatro tempos
Esta proposta permite reformular a iniciação cristã das crianças, saindo do esquema escolar, envolvendo os pais e valorizando o Domingo. É um itinerário articulado em quatro momentos semanais, de preferência ao Sábado ou Domingo.

Tempo 1 (na paróquia, duas vezes por mês)
- Encontro dos pais: tem como objectivo a descoberta da fé dos adultos, que acontece num grupo de pais orientado por um animador ou casal animador. Neste encontro são fornecidas aos pais sugestões para comunicar em família o que foi amadurecido no grupo. É proposto aos pais um itinerário de CA, mas ao ritmo das etapas do catecismo dos seus filhos.

Tempo 2 (em casa, ao longo do mês)
- Diálogo em família: no encontro dos pais, oferecem-se-lhes algumas propostas simples, assim como materiais, preparando-os para a sua missão de testemunhar a fé aos filhos, com momentos próprios de diálogo, de oração e de confronto com a vida. O diálogo em família, entre pais e filhos, é o momento central de toda a CF. Aliás, esta está estruturada de forma a potencializar e tornar o diálogo familiar verdadeiramente fecundo.

Tempo 3 (na paróquia, duas vezes por mês)
* Encontro das crianças: acontece na paróquia numa altura onde seja possível, pelo menos, um período de duas horas e sempre sucessivo ao diálogo em família. Deve ser possível um digno acolhimento das crianças, para dar a possibilidade de partilharem o que viveram em família, assim como para a animação levada a cabo pelo catequista, e para a oração.Neste encontro, podem estar presentes e intervir o pároco, pais voluntários, jovens, ministros da Eucaristia, os avós ou outras pessoas que possam fazer equipa com o catequista e possam levar o seu contributo «carismático» específico (caritativo, musical, lúdico, etc.). É um momento frutuoso, depois de um bom diálogo em família, e deve ser seguido por outro momento, em que a criança escreve no seu caderno, ou num «Diário de Bordo», a sua vivência.

Tempo 4 (na paróquia, no final de cada mês)
* O Domingo: os pais encontram-se, guiados pelo pároco/animador/casal animador, para uma avaliação da experiência feita em família e para aprofundar as questões abertas. Entretanto, as crianças preparam uma oração, um gesto, ou um sinal para manifestar na Missa alguma coisa do caminho feito e envolvendo a assembleia. Este encontro acontece ao Domingo cerca de duas horas antes da celebração da Eucaristia. Previamente combinado com os pais, pode ser no Sábado à tarde ou no Domingo à tarde.Este quarto tempo é o mesmo que o segundo encontro dos pais e das crianças na paróquia.

Para que se realize eficazmente esta catequese mensal, em quatro tempos diferentes, são indispensáveis catequistas dotados de competência para este tipo de catequese. E, sem dúvida, que a formação de catequistas tem de ser o primeiro grande passo desta proposta. Portanto, animador ou casal animador para o grupo de pais e um catequista para o grupo das crianças, sendo fundamental a coordenação entre um e outros para que o trabalho em família seja frutuoso.

Estão a ser elaborados subsídios, para os três primeiros anos: guia para os animadores e guia para os pais. O primeiro é um subsídio quer para a Catequese de Adultos com os pais, quer para a catequese na paróquia com os filhos; o segundo é para auxiliar os pais na sua conversa ou diálogo com os filhos, em casa.

O critério de fundo
O critério de fundo é colocar no centro a família e não só as crianças, privilegiando os adultos, a partir do seu papel de pais. É-lhes proposto um caminho ritmado pela iniciação cristã dos filhos, mantendo-se, assim, o percurso da catequese tradicional, permitindo, todavia, a abordagem de questões fundamentais que os próprios pais formulam enquanto adultos. Para tal, é necessária uma reformulação do itinerário segundo a dinâmica dos quatro tempos. Portanto, esta perspectiva faz com que se vá deslocando a objectiva dos filhos para os pais, das crianças para os adultos, colocando no centro do projecto catequético uma Catequese de Adultos.A Catequese Familiar aposta numa autêntica renovação da catequese, porque é uma acção de grande relevância cultural, incidindo na mentalidade dos pais, tantas vezes alheia ao evangelho, consciente de que «uma fé que não se torne cultura é uma fé que não é plenamente acolhida, internamente pensada e fielmente vivida»5. Portanto, esta proposta requer coragem e decisão: a coragem de um exame de consciência e a interpretação dos novos caminhos, não tanto para «recompor-se de posições perdidas», mas por «profecia cristã».



Pe Vasco António da Cruz Gonçalves


1 JOÃO PAULO II, Catechesi tradendae, n. 68
2 IDEM, Redemptor hominis, n. 19
3 Catecismo da Igreja Católica, n. 2226
4 Cf. JOÃO PAULO II, Familiaris consortio, n. 52

5 IDEM, Ai participanti al Congresso Nazionale del Movimento Eclesiale di Impegno Culturale. (16 gennaio), in «Insegnamenti di Giovanni Paolo II», V, 1 (1982), ed. Libreria Editrice Vaticana, Città del Vaticano 1982, p. 685.